Um mês de faturamento em 12 horas
Acesso Nest, primeira edição: sábado, 9 de maio de 2026, na loja de Bento Gonçalves - RS, véspera do Dia das Mães.
Sábado, 09/05/2026
A Nest
Não faltava trabalho. Faltava alinhamento.
A Nest Panos nasceu de um coletivo de cultura hip hop em Bento Gonçalves, tem marca própria e abriga um guarda-chuva de outras marcas, e a ambição de William Sarate Ballestrin, um dos fundadores, cabe numa frase: "poder tanto viver isso, como viver disso também".
No começo a Nest era produto feito à mão, garimpado em loja de departamento, e a primeira tela de serigrafia veio do Xadalu, artista de streetart e amigo nosso.
Pegava as roupas que eram menos estampadas, com menos logos, e tentava customizar de alguma forma com stencil, com borrifador.
O que travava
Quando uma ação não trazia resultado, a dúvida caía sobre a peça e sobre o esforço de quem tinha feito ela, que é o primeiro lugar onde todo mundo olha. Só que o problema não estava na peça. Estava na decisão que vinha antes dela, sobre o que aquela peça tinha que resolver e em que momento.
Planejamento existia, e o que faltava era ordem: coisa orgânica boa convivendo com coisa estratégica solta, processo nenhum pra dizer o que vinha primeiro, e a Nest atropelando as próprias etapas pra dar conta do que precisava fazer. Sobrava trabalho e faltava sequência, e o que se perdia nisso era tudo que dava pra ter extraído e não foi.
No primeiro momento, quando foi apresentada a proposta, que, lógico, saía um pouco da nossa realidade, do que a gente aportava ou do que a gente colocava, um pouco de receio do resultado, de saber se de repente ia ter esse retorno.
— William Sarate Ballestrin sobre a proposta de contrato que apresentamos à Nest Panos
A proposta
Ele duvidou porque conhecia o número por dentro
O Acesso Nest foi ideia nossa, e os números que a gente levou junto com a proposta também eram nossos. Ele ouviu a projeção e não comprou, e tinha o melhor motivo do mundo pra não comprar: ninguém sabe o que uma loja vende num sábado melhor do que quem abre a loja todo sábado, conhece o movimento do shopping e vê o número do dia fechar. A projeção soou fora da realidade justamente pra quem tinha a realidade na mão. Ele aplicou mesmo assim, confiando no nosso trabalho.
Eu, sinceramente, não botei fé 100% no que estava aplicado ali, no que ia dar de resultado.
O mecanismo
A gente represou a demanda e marcou a hora de soltar
Captação
De 27 de abril a 8 de maio a gente rodou uma campanha de captação e passou o piso de CTR que o plano tinha fixado antes de começar, com custo por lead 4,6 vezes abaixo da meta.
3,32% de CTR (o piso do plano era 2%)
A comunidade
A comunidade da Nest no WhatsApp já era existente. O que a gente fez foi dar tração para ela, encher de gente nova e segurar todo mundo ali até o dia ter data e hora.
+800 cadastros
Reativação
A fila da manhã não podia ser o único pico do sábado, então a gente fez reativações ao longo do dia pra levar mais gente durante o dia todo, e o cadastro dentro do ERP mostra a tarde voltando ao patamar do começo da manhã.
2 picos de aquisição no mesmo dia
O sábado
A fila começou às 7h30
Sete e meia da manhã, o shopping ainda fechado, e já tinha gente esperando na calçada com cadeira de praia, umas quinze a vinte pessoas. Uma hora e meia depois a fila tinha crescido a ponto de precisar de senha feita ali na hora, com papel e caneta, e mais de quarenta já estavam distribuídas às nove, antes de o shopping abrir.
Teve gente entrando pela porta do estacionamento pra furar a fila e gente correndo pelas escadas rolantes assim que a porta separada do shopping abriu. A loja estava marcada pra abrir às dez e abriu entre nove e quinze e nove e meia, porque deixar aquela fila esticar mais e a galera esperando era pior do que abrir cedo.
O vídeo ao lado é registro do dia, cedido pela Nest: primeiro a fila do lado de fora, na calçada, com o shopping ainda fechado, depois a fila já dentro do mall, no corredor do segundo andar.
07h30
já tinha gente na fila com cadeira de praia
+40
senhas na mão às 9h, antes de o shopping abrir
+130
pessoas na fila
~40 min
de antecipação na abertura da loja
Foi um pouco contraditório, porque eu acreditei não acreditando.
— William Sarate Ballestrin sobre ter aplicado a ação sem acreditar na projeção, e chegar no shopping às 7h30 com a fila já formada
Os números
O dia, pedido a pedido
O dia
97
pedidos
186
peças
+24%
peças por pedido, contra o Natal
+64%
ticket médio, contra o Natal
Contagem direta no ERP da Nest, pedido a pedido. A base de comparação é a média por dia de 22 a 24 de dezembro de 2025, que é historicamente o melhor período de vendas da Nest.
Contra o pico de Natal
6,3×
o faturamento de um dia do pico de Natal
A base é a média por dia de 22 a 24 de dezembro de 2025. Era a régua mais dura que a gente tinha pra medir um sábado de maio.
Quem comprou
52%
na primeira compra na Nest
21 anos
de mediana de idade
Levantado no cadastro do ERP, cliente a cliente, sobre quem comprou naquele sábado.
ROI
21×
de retorno sobre o investido
A curva do dia
A manhã não foi o único pico
Entrada de clientes novos ao longo do sábado, pelo horário de cadastro no ERP. A fila da manhã trouxe o primeiro pico, e a tarde voltou ao mesmo patamar depois da reativação.
hora do dia
A régua
O tamanho do que a gente provou
Fila na porta pode ser só movimento, e movimento não paga conta. O que muda o tamanho desse sábado é que quem entrou comprou mais: o pedido médio do dia saiu 50% acima do pedido médio da loja no trimestre, então não foi só mais gente na porta, foi cada pessoa levando mais.
Nem tudo vai funcionar da mesma forma para todo mundo.
A gente assina embaixo. Um dia desses é um pico dentro de uma construção mais longa, e as duas coisas não se anulam: tem resultado que só aparece no prazo longo, e tem resultado que se constrói pra acontecer numa data marcada, como esse sábado.
Fora do sábado
O nó era vender sem deixar de ser a Nest
Uma página inteira dedicada a um sábado passa a impressão de que o trabalho é produzir sábados assim, e o sábado é a ponta mais visível de uma coisa maior. A Nest foi o nosso primeiro cliente e a gente continua junto, com o mesmo método que fez aquele dia acontecer rodando o ano inteiro.
O nó que precisava ser desatado nunca teve nada a ver com anúncio. Era produzir, vender e continuar legível pra quem chegou pela cultura, tudo ao mesmo tempo, sem que uma ponta comesse a outra.
O que apertou esse nó foi o tamanho. Empresa, lojas e uma marca em cima de tudo: o que se resolvia no improviso começa a pesar quando as três coisas existem juntas, e é exatamente aí que a gente entrou.
Eu acho que a ContraLAB veio no momento onde a gente precisava dessa organização, precisava desse olhar, tanto de curto prazo, como também de longo prazo, para a gente poder entender para onde a gente iria.
A mudança que dá pra apontar com o dedo é de tempo. Antes a Nest atropelava as próprias etapas pra dar conta do que queria fazer, e hoje as campanhas têm hora e forma, e param de ser marketing pra virar coisa aplicada. O que era pressa virou hora marcada. E o dia da fila provou pra dentro da Nest uma coisa que nenhum relatório provaria: a capacidade de fazer aquilo é dela.
Viver isso e viver disso, com a engrenagem girando. É a mesma tese do começo, agora com uma peça a mais dentro, e o sábado da fila é uma volta dela.
Hoje, super pé no chão, a gente tem convicção que foi um baita investimento.
Próximo case